A psicopedagogia e a arte no processo interventivo
A arte exerce um papel fundamental na terapia psicopedagógica e permite que a criança aprenda de forma lúdica, abrindo um espaço seguro para que ela fale sobre a sua dificuldade .
Através do personagem do seu desenho, da cena que montou na caixa de areia ou mesmo na modelagem com massinha a criança pode expressar seus medos, dúvidas e ansiedades, permitindo que o psicopedagogo possa entendê-la e auxiliá-la na descoberta de novos caminhos para aprender.
Segundo Arantes (2008), ao lidar com a criatividade de cada pessoa, a psicopedagogia evoca e fortalece os aspectos saudáveis de cada ser humano, as suas qualidades, a fonte que nutre o seu ser, favorecendo o seu desenvolvimento e também o "processo de de cura" para as dinâmicas não saudáveis.
O trabalho do psicopedagogo que utiliza a arte como base é possibilitar que a criança descubra novos caminhos diante de suas dificuldades, estimulando sua criatividade e fortalecendo sua autoestima, fator essencial para o bom desempenho escolar e uma relação mais positiva com o processo de aprender.
É fundamental que o uso da arte nos atendimentos psicopedagógicos seja intencional e alinhado aos objetivos terapêuticos e/ou pedagógicos. O psicopedagogo deve ter clareza sobre o material, compreendendo de que forma ele pode contribuir no processo de aprendizagem ou no desenvolvimento emocional da criança. Quando utilizada sem um propósito definido, a arte pode acabar se tornando apenas um recurso de distração, sem gerar os efeitos esperados no processo interventivo.
Adriana Jatobá
ARANTES, Sandra Meire de Oliveira Resende. A arte e o terapêutico na práxis
psicopedagógica nas organizações. ARANTES, Sandra Meire de Oliveira Resende. A arte e o terapêutico na práxis
psicopedagógica nas organizações. Constr. psicopedagogia. [online]. 2008,
vol.16, n.13 [citado 2019-07-21], pp. 5-21. Disponível em:
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